quinta-feira, 17 de março de 2011

LIVRO "ERA UMA VEZ..."enviado para Timor


Devo dizer que tenho já preparada uma encomenda de autores portugueses e estrangeiros, para enviar via CTT ao cuidado de Joana Alves dos Santos, a professora portuguesa em Dili que pediu livros, para:

Embaixada de Portugal em Díli
Av. Presidente Nicolau Lobato
Edifício ACAIT
Díli - TIMOR LESTE

Acrescento ao lote de livros de diversos autores, dois de minha autoria, que creio se enquadram perfeitamente no solicitado, quer pela linguagem simples que neles é usada, quer pelas temáticas de ambos:
Um deles versa temas para um público juvenil, são textos e histórias com interesse pedagógico: trata-se do livro "ERA UMA VEZ...TEXTOS E HISTÓRIAS".
Para detalhes, pode ser consultado clicando aqui:



O outro, GUINÉ-BISSAU 1974, contém informação interessantíssima sobre a Guiné-Bissau que, tal como Timor Leste é um jovem país de língua oficial portuguesa.
A sua temática, estou certo, despertará o interesse dos leitores timorenses.
Clicando no ícon em baixo, poderão consultar-se detalhes sobre o mesmo:



Oxalá a troca de valências entre os povos se multiplique, não custa nada e com a troca do que uns têm e outros não ou vice versa, seremos todos maiores e melhores.

Fiquem bem,

António Esperança Pereira

quarta-feira, 23 de fevereiro de 2011

TRANSFERÊNCIA BANCÁRIA

Só para divulgar uma notícia importante que me chegou da Bubok Editora, com grande interesse para quem tinha ou tem dificuldade em efectuar compras on-line com cartão visa ou via paypal.
Tal dificuldade era-me transmitida por muita gente quer virtual quer pessoalmente. Pois bem, podem agora via TRANSFERÊNCIA BANCÁRIA adquirir qualquer obra em www.bubok.pt.

A notícia divulgada pela Bubok Editora:

"Em resposta aos pedidos de alguns autores e leitores, incluímos a opção de transferência bancária nas modalidades de pagamento na Bubok.Pt.

Agora já não há obstáculo algum para que o vosso livro chegue a todos os que o querem ler!

Todos os pormenores sobre como usar esta nova forma de pagamento, estão descritos aqui: http://www.bubok.pt/blog/nova-forma-de-pagamento-disponivel-na-bubok/"

sábado, 18 de dezembro de 2010

"ERA UMA VEZ...": Título de livro


Este blogue está de parabéns. Ajudou a que se tornasse realidade que muitos dos escritos aqui contidos fossem publicados em LIVRO!
Ao clicar na imagem poderá ter uma ideia do aspecto do livro, também da Editora Bubok, onde o mesmo é impresso.

CLIQUE AQUI PARA VISITAR MEUS LIVROS

Veja, leia, comente!

Sinopse
Textos e histórias de minha autoria, destinados a um público mais jovem mas que todos podem ler. Alguns destes textos serviram de ferramenta de trabalho a alguns professores do Ensino Básico

domingo, 3 de fevereiro de 2008

O PEQUENO PEDRO EM VIAGEM

O Pedro era o mais novo de quatro irmãos e esta era a primeira viagem grande que fazia de carro.
Era Natal e, desta vez, apesar da distância, os pais resolveram ir passar a Quadra Natalícia com os avós que residiam bem longe.
Como a viagem era feita por estradas do interior do país, muitas vezes havia curvas apertadas que faziam balançar a família toda.
As conversas eram sisudas, falava-se de dinheiro, de escola, de contas para pagar.
A certa altura, numa curva mesmo muito apertada, eis que algo acontece que interrompe a viagem: a irmã mais nova do Pedro, a Bia, sentiu-se mal disposta e fartou-se de vomitar. Primeiro ainda com o carro a andar, depois já com ele parado.
Todos saíram do carro e gerou-se grande aflição. Já não bastavam as conversas chatas, agora havia também de acontecer isto à Bia... ela estava branca, descorada e muito infeliz!
Mas depois de apanhar um pouco de ar e de ouvir alguns encorajamentos, lá se recompôs e a viagem prosseguiu.
O ambiente é que não melhorava, antes pelo contrário, estava toda a gente com as caras muito preocupadas depois do sucedido.
Até que a certa altura o miúdo da família, o Pedro, que se distraía lá atrás olhando atento a estrada pelo vidro traseiro, exclamou no meio de um silêncio quase sepulcral:
"Olha, que engraçado, nunca tinha reparado que as árvores da estrada andavam para trás..."
Foi a risada total. Até a Bia, ainda bastante combalida, desatou a rir com lágrimas nos olhos.
A partir dali a viagem correu bem melhor e, como por milagre, até já parecia que era mesmo Natal!

sábado, 24 de novembro de 2007

PORTUGAL E AS SUAS REGIÕES NATURAIS

Portugal, como todos sabemos, não é assim um país muito grande mas, mesmo assim, existem diferenças substanciais entre as diversas regiões: os hábitos das pessoas, a maneira de ser, as ocupações, as paisagens, a própria maneira de falar.
São estas e outras diferenças que contribuem para que as pessoas se agrupem em regiões onde se sentem mais iguais entre si.
Olhando o mapa do nosso país e começando pelo norte, ancontramos na margem direita do rio Douro, ou seja, da parte de cima desse rio, três regiões: Minho, Trás-os-Montes e Alto Douro e Douro Litoral, cujas capitais são, respectivamente, as cidades de Braga, Vila Real e Porto.
Ao sul do rio Douro e até ao rio Tejo (o centro do país) existem cinco regiões: Beira-Alta, Beira-Litoral, Beira-Baixa, Ribatejo e Estremadura, com as respectivas capitais nas cidades de Viseu, Coimbra, Castelo Branco, Santarém e Lisboa.
Para sul do rio Tejo mais três regiões: Alto Alentejo, Baixo Alentejo e Algarve, cujas capitais são, respectivamente, as cidades de Évora, Beja e Faro.
Estas são as regiões de Portugal Continental.
Mas há ainda o Portugal Insular, ou seja, os conjuntos de ilhas agrupadas em duas Regiões Autónomas: Açores e Madeira, cujas capitais são, respectivamente, Ponta Delgada e Funchal.
Existem muitos portugueses que gostariam de alterar o desenho das REGIÕES NATURAIS DE PORTUGAL, tendo em vista sobretudo os interesses económicos dessas regiões nos tempos modernos, mas existe uma grande resistência a essa mudança por parte de outros portugueses.

domingo, 30 de setembro de 2007

ACONTECEU NA FRONTEIRA

Era Domingo e estava uma linda tarde de Primavera. O sol aquecia tudo à sua volta. As árvores começavam a mostrar tenros rebentos e aqui e ali viam-se pequenas flores espalhadas pelos prados verdejantes.
O Rui, nessa tarde de Domingo, pediu aos pais que o levassem a dar um passeio até à fronteira, que ficava bem perto da sua aldeia. E lá foram.
Já no sítio da fronteira, com os olhos bem arregalados, como gostava de ver os carros, as camionetas enormes com matrículas diferentes e as pessoas que diziam coisas que não entendia...!!! sim que ele só tinha seis anos e achava divertido todo aquele movimento e azáfama...
Todavia, dotado de enorme curiosidade, quase se esqueceu da companhia de seus pais, tendo fixado o seu posto de observação em cima de uma árvore, fora do alcance visual de toda a gente.
Algum tempo volvido naquele sítio de grande tráfego de pessoas e viaturas, e feitas algumas compras no local onde se estacionara o automóvel, ouviu-se um grito:
"meu Deus, o Rui? onde está o Rui?"
Era a voz da mãe dele toda em aflições que dera pela sua falta!
Apareceram homens, mulheres, bastante gente, que se aproximava do local para se inteirarem sobre o sucedido.
Rapto? perguntava uma; quem desapareceu? indagava outra. E de repente uma pequena multidão juntara-se para compartilhar a ansiedade, a aprensão daqueles pais aflitos.
Quando a polícia se preparava para entrar em acção (dada a gravidade da ocorrência) alguém olhou inadvertidamente para o cimo de uma árvore e exclamou:
"será aquela a criança que procuram?!"
A pequena multidão rodou quase mecanicamente o olhar para o local onde estava a criança e os pais nem queriam acreditar!!! era o Rui!
Lá estava ele, comodamente sentado no seu posto de observação, quase nem se tendo dado conta do reboliço e tremendo susto que causara.

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

VISITA A CASA DA PRIMA GUIOMAR

Muitas das tardes de Domingo eram passadas em casa da prima Guiomar. Era quase um ritual que toda a família tinha de respeitar. Eu era a única criança que estava no meio daquela gente adulta, séria e cinzenta.

Era pois uma grande “seca” ainda por cima a prima tinha uns olhos tipo raios X. mirava-me de alto abaixo, com os óculos na ponta do nariz, até parecia que conseguia ver em mim as malandrices que eu fazia.

Aconteceu que uma tarde de domingo, daquelas em que o sol não apareceu, depois de termos conversado sobre as aulas, o dever de estudar, o respeito aos professores… e como se aproximassem as cinco horas da tarde, fomos lanchar na mesa oval que já era do tempo do troca o passo…

Na mesa nunca faltava o leite com chá (sim porque a prima Guiomar tinha vivido uns anos em Inglaterra e não dispensava esse hábito que tinha trazido de lá) umas torraditas, fruta, mas bolos ou rebuçados… nunca!

Enquanto lanchávamos, sentada ao meu lado, a minha tia ia-se lamentando com as lamechices do costume: “não há nada que pague a saúde!!! Esta gente nova não quer saber, come de tudo o que lhe apetece, fumam, enfim são uns desavergonhados e irreverentes.

Para meu espanto, a prima abriu mais e mais os olhos fitando-a: “ isso não é verdade Josefa. O que é mesmo mais importante nem é a saúde, nem o amor, mas sim o AR. Ficámos boquiabertas. E prosseguiu com o ar mais convicto deste mundo: “já reparaste que sem ar ninguém consegue viver?! Ao fim de cerca de três minutos qualquer pessoa morre!” Bem, ficámos a olhar espantadas uma para a outra e a minha tia, passados alguns segundos, assim com um ar de quem tinha ficado meio baralhada, acabou por concordar, acenando afirmativamente com a cabeça.

Quando o lanche/visita terminou saímos para a rua, descendo a calçada que conduzia à baixa da cidade. Eu ia muito pensativa! Pensava na minha avó, de quem gostava muito, e que estava doente no hospital, com uma doença daquelas de que ninguém gosta de falar…

Logo no dia seguinte, uma segunda-feira, e como estava de férias de Natal, fui visitar a minha avó. Levei-lhe uma rosa daquelas amarelinhas de que ela tanto gostava, e contei-lhe a conversa que tinha tido na véspera em casa da prima. Pensava eu que assim a poderia confortar.

Eu estava tão entusiasmada que contava todinho da conversa que ouvira.

Ó avó já viu que o AR é o que há de mais importante na vida?!

Ela olhou para mim, com aqueles olhos doces e meigos que eu tão bem conhecia e esticando o braço fez-me uma festa na cabeça.

O seu coração compreendeu o que eu lhe queria transmitir.

Foi então que a minha avó começou a rir com uma alegria inesperada…

Eu sentia-me feliz porque consegui pôr aquele rosto meigo com rugas, emoldurado de cabelos grisalhos, com um enorme sorriso!

E em boa verdade se diga, com esta história do AR que a prima Guiomar contara, ambas, eu e a minha avó, nos esquecêramos por momentos de que a saúde era um bem precioso!!!